O principal desafio é conciliar a velocidade da expansão multicanal (físico, e-commerce e veterinário) com o tempo regulatório de órgãos públicos (CRMV, sanitários, etc.). Isso cria o risco de gap entre a operação e o compliance.
A Governança deve focar na integração e padronização das leis (LGPD, CDC e específicas da saúde animal) para mitigar a sobreposição de riscos e a venda inadequada.
O Jurídico precisa ser parceiro estratégico e ágil, mostrando o Compliance não como custo, mas como mecanismo eficaz de evitar perdas, mitigar contingências e fator de credibilidade para sustentar o crescimento rápido.
Que mecanismos internos (treinamento, due-diligence, auditorias, governança corporativa) você considera essenciais para empresas de varejo com perfil híbrido (loja + serviço + digital)?
Todos os mecanismos são essenciais, a fim de garantir a uma boa governança.
Olhando para os próximos anos, quais tendências regulatórias, de mercado ou de governança você acredita que serão mais relevantes para o setor pet no Brasil e como a empresa do seguimento deve se preparar juridicamente para elas?
As empresas do setor pet no Brasil enfrentarão uma consolidação de tendências que elevam o padrão de exigência:
-Intensificação da fiscalização e da legislação focada em Bem-Estar Animal.
-Regulamentação e Proibição de Venda de Animais
-Aumento das Exigências em Serviços
-Fiscalização Sanitária Aprimorada
-Tributação
-O mercado está migrando de uma visão de “posse” para a de “parentalidade” (Pet Parent), o que se traduz em maior demanda por qualidade, transparência e responsabilidade ética.
-Foco em Saúde, Longevidade e Sustentabilidade


