A Seneca (Seneca Evercore) acertou a compra do Banco Nacional de Investimentos (BNI), instituição até então sob controle do BTG Pactual. A operação marca a transformação da boutique independente de fusões e aquisições em um banco de investimento com balanço próprio. A conclusão da transação está sujeita à aprovação do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).
Até aqui, a atuação da Seneca esteve concentrada em assessoria de fusões e aquisições, reestruturações e operações de mercado de capitais. Com a aquisição do BNI, a casa passa a ter capacidade de usar balanço próprio em operações de crédito estruturado, além de ampliar sua presença em underwriting e distribuição de títulos — um movimento que a aproxima do modelo de bancos de investimento com atuação mais ampla no mercado de capitais brasileiro.
A operação é vista como um passo estratégico para acelerar a diversificação da Seneca, que passa a competir em uma frente adicional de negócios sem abandonar sua base histórica de assessoria em M&A. O movimento acontece em um momento de consolidação entre casas independentes que buscam ampliar capacidades além da assessoria pura, incorporando funções antes restritas a instituições com balanço próprio.
A Seneca contou com assessoria jurídica de TozziniFreire Advogados e Pinheiro Neto Advogados, com equipe liderada pelo sócio Carlos Barbosa Mello e pelos counsels Fabiana Rocha Pasmanik e Alexandre Vargas. O BTG Pactual foi assessorado por Cescon Barrieu Advogados.


